2013-11-6 – IstoÉ – Allan Kardec: o papa dos espíritas

Como o cientista francês Hippolyte Rivail se tornou, aos 53 anos, Allan Kardec, criador da doutrina espírita e fonte de inspiração do médium brasileiro Chico Xavier

allan-kardec-biografia-marcel-souto-maior Andres Vera “A pessoa que estudar a fundo as ciências rirá dos ignorantes. Não mais crerá em fantasmas ou almas do outro mundo.” Era assim que o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, membro de nove sociedades científicas e autor de cerca de 20 livros sobre pedagogia na França do século XIX, resumia seu ceticismo. Intelectual respeitado, ele vivia em um universo no qual a ciência estava em ebulição, em meio a discussões sobre eletromagnetismo, motor a vapor e lâmpada incandescente. Apesar disso, tornou-se o criador da doutrina espírita tal qual ela está sistematizada hoje, que crê, entre outras coisas, na reencarnação e na comunicação entre vivos e mortos. É a história dessa transformação que está sendo contada no recém-lançado “Kardec, a Biografia” (ed. Record), do jornalista brasileiro Marcel Souto Maior. “Kardec precisou ir além da religião para criar uma doutrina inteira em apenas 13 anos”, diz o autor. De 1857, ano de sua conversão, aos 53 anos, a 1869, quando morreu de aneurisma cerebral, o francês já havia arrebatado sete milhões de seguidores no mundo.  Um número impressionante para um planeta com então 1,3 bilhão de habitantes e comunicação precária. Os créditos da velocidade recaem sobre o próprio. “Ele alcançou isso porque dava tratamento científico aos estudos e sabia divulgá-los”, afirma Souto Maior. mi_12691002798135308 TRANSFORMAÇÃO Autor de cerca de 20 livros e membro de nove sociedades científicas, o professor Rivail era um descrente. Até que passou a frequentar reuniões de -mesas girantes- na França e adotou o nome que o tornou célebre como o criador do espiritismo A aproximação do cientista com o espiritismo começou em 1855, quando um fenômeno agitava a França: as mesas “girantes”. Em reuniões fechadas ou salões públicos, participantes ditavam perguntas a mesas que se moviam, no que era identificado como um sinal de resposta, de mortos ilustres ou anônimos. Curioso, Rivail passou a frequentá-las em Paris. Procurava, antes, por cabos, roldanas e fios. “Estamos longe de conhecer todos os agentes ocultos da natureza”, escreveu. Convencido da boa-fé de alguns grupos, ele passou a crer. Tempos depois, um espírito contou que o conhecera na época do imperador romano Júlio César, em 58 a.C. Na época, Rivail chamava-se Allan Kardec – daí a mudança de nome. Os primeiros registros do professor sobre o espiritismo viraram “O Livro dos Espíritos” (1857). Ele assinaria também outras quatro obras básicas, a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a publicação mensal, ao longo de 12 anos, de uma revista – tornando-se, assim, o grande codificador da doutrina. Mas Kardec também presidia sessões espíritas e nelas presenciou, por exemplo, uma jovem de 12 anos receber, de lápis em punho, as palavras de Luís IX, rei da França morto seis séculos antes. Em outra concorrida reunião, o missionário e uma plateia embasbacada testemunharam um médium receber – e executar – uma partitura atribuída a Mozart.

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PASSE Sessão num centro espírita brasileiro: religião baseada nos livros de Kardec Para confeccionar sua obra, Souto Maior percorreu as bibliotecas de Paris em busca de material sobre o “papa dos espíritas”. Jornais de época mostram, por exemplo, a briga entre o criador do espiritismo e a Igreja Católica. Em 1861, em um episódio conhecido como “Auto de Fé de Barcelona”, foram queimados 300 livros espíritas na cidade espanhola. Entre eles estavam “O Livro dos Espíritos” e a tal sonata de Mozart. “Kardec era político”, diz Souto Maior. “Depois das brigas, ele media as palavras com a Igreja e sabia que isso traria publicidade.” A perseguição ao espiritismo não poupava o francês, médiuns admirados por ele ou mesmo seguidores novatos. Em 1865, dois jovens de Nova York voaram a Paris para mostrar “toques espontâneos de instrumentos musicais e transporte de objetos no ar.” Durante a exibição, um espectador invadiu o palco e revelou à plateia o truque: tábuas soltas e uma passagem secreta. A imprensa transformou o episódio em piada. Kardec se defendeu. Disse que o embuste não atingia a verdadeira ciência espírita, devota à evolução do ser humano. “Fora da caridade não há salvação”, escreveu. Insistentemente perseguido, começou a demonstrar sinais de exaustão e teve um problema cardíaco. “Daí em diante foi uma contagem regressiva até sua morte”, diz Souto Maior. Em seu túmulo, no Cemitério Père-Lachaise, em Paris, há hoje mais mensagens em português do que em francês. Por quê?

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A resposta está tanto no espiritismo como no povo brasileiro. Entre 2000 e 2010, o número de espíritas no País cresceu 65%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O espiritismo tem 3,8 milhões de fiéis autodeclarados, segundo o IBGE, e 30 milhões de simpatizantes, segundo a Federação Espírita Brasileira. “Nossa população aceita muito bem a ideia de vida após a morte”, diz Geraldo Campetti, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira. Há um consenso entre biógrafos céticos, estudiosos da religião ou espíritas devotos: o kardecismo é praticamente uma criação brasileira. Três fatores ajudaram a disseminação da doutrina: o sincretismo brasileiro, que facilita a convivência entre crenças, a proximidade entre espiritismo e cristianismo e, por último, um certo médium de Uberaba, em Minas Gerais. “A repercussão alcançada por Chico Xavier é o maior fator da expansão dos espíritas no País”, diz o sociólogo Reginaldo Prandi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “Os mortos e os vivos”. O espiritismo chegou ao Brasil em 1860 e ganhou relevância com Bezerra de Menezes, médico e político que, além de expoente da doutrina, traduziu obras de Kardec para o português. Mas coube a Chico Xavier, falecido em 2002, o fenômeno da explosão da doutrina a partir da década de 1970. O mineiro ostenta mais de 450 livros publicados. Sua biografia “As Vidas de Chico Xavier”, escrita pelo mesmo Marcel Souto Maior, vendeu mais de um milhão de exemplares e chegou ao cinema com direção de Daniel Filho. Fez 3,4 milhões de espectadores.

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MESTRE O médium Chico Xavier, morto em 2002, grande difusor do espiritismo no País Souto Maior diz que o roteiro cinematográfico da história de Rivail-Kardec já foi finalizado. “O filme deve ficar pronto no ano que vem.” Discípulo fiel do kardecismo, Chico Xavier costumava recomendar a todos as palavras de Kardec. Se o conselho valer para a nova biografia e o futuro filme, a história de Hippolite Rivail deve manter o fenômeno de público.  

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    Fonte: http://istoe.com.br/332713_ALLAN+KARDEC+O+PAPA+DOS+ESPIRITAS/  

2016-05 – Mesa redonda: ZIKA VÍRUS – Infecção, Malformações e Espiritualidade



Mesa redonda: ZIKA VÍRUS – Malformações, Aborto e Espiritualidade.

INFECÇÃO – Até onde vai a Epidemia?
Expositor – Dr. Newon Sérgio de Carvalho
Prof. Titular Dpto. de Ginicologoia – UFPR

MALFORMAÇÃO – Atuais e Futuras
Expositor – Dr. Salmo Raskin
Geneticista e Diretor da Clínica Genétika

REPERCUSSÕES ESPIRITUAIS – No feto, na Família e na Conduta.
Expositor – Dr. Edson G. Tristão
Prof. Titular de Obstetrícia da UFPR

Maio / 2016

2016-03 – “Depressão: a doença do século”



Palestra “Depressão: A doença do século” – Aspectos: Físicos, Psicológicos e Espirituais.

DEPRESSÃO: Aspectos Físicos
Expositor Dr. Luiz Antonio da Silva Sá
Médico Geriatra e Prof. da Faculdade Evangélcia de Curitiba

DEPRESSÃO: Aspectos Psicológicos e Espirituais
Expositor: Marlon Reikdal
Psicólogo, com pós graduação em Psicologia Analítica.
Membro do núcleo de Estudos Psicológicos Joanna de Ângelis

09/03/2015  

Convite para palestra: “Mesa Redonda: ZIKA VIRUS”

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Convite para palestra: “Mesa Redonda: ZIKA VIRUS”: Malformações, Aborto e Espiritualidade.

 

temas:

INFECÇÃO – Até onde vai a epidemia?

Expositor: Dr. Newton Sérgio de Carvalho

Prof. Titular Depto. de Ginicologia da UFPR

 

MALFORMAÇÕES: Atuais e Futuras

Expositor: Dr. Salmo Raskin Geneticista e Diretor da Clínica Genétika

 

REPERCUSSÕES ESPIRITUAIS: no Feto, na Família e na Conduta

Expositor: Dr. Edson G. Tristão Prof. Titular Depto. de Obstetrícia da UFPR e Presidente da AME-PR.

Horário reservado para Perguntas e Respostas.

 

Data: 11/MAIO/2016 Local: Centro Médico Homeopático Samuel Hahnemann End.: Rua Carlos Pioli, 751, Tel.: 3014 6614 / 3338-6006 Bom Retiro – Curitiba – PR

Um puxão de orelha daqueles!

INÁCIO FERREIRA – Médico psiquiatra, dirigiu por muito tempo o Sanatório Espírita de Uberaba. Desencarnado em 1988 vem, através da psicografia, nos dar esse importante alerta. Irmãos e irmãs, o que vale no Espiritismo é o que você faça dos conhecimentos que for adquirindo nele. O resto – acredite -, não conta muito. Quando desencarnei, ninguém queria saber qual era o meu nome, endereço, tampouco os títulos que eu possuía – aliás, ninguém queria saber nada de mim, nem me perguntava coisa alguma. A minha consciência é que, insistentemente, me pedia contas. A bem dizer, a minha condição de espírita nada significava, e nem significa até hoje. Sem a intenção de ser redundante, o que vale é o valor – o seu valor pessoal, sem rótulos, ou faixas, de qualquer espécie. Deste Outro Lado, a única coisa capaz de lhe valer é o seu currículo - o seu currículo de bondade! Porque, no fundo, é isto que irá proporcionar a você alguma réstea de luz, para que, mesmo caminhando na escuridão, consiga evitar o abismo… Não cometa a tolice de imaginar que, na Vida de além-túmulo, o espírita possa ser tratado com deferência. Privilégio, ou o famoso “jeitinho” brasileiro, é algo que por aqui não existe! Chico Xavier dizia, e com razão, que os espíritas estavam desencarnando mal – estavam, e, em geral, ainda estão! Sinceramente, o único predicado que eu invejo numa pessoa, seja ela qual for, é a bondade! Depois que a gente larga a carcaça, para quem é realmente bom, aqui todas as portas se abrem, e todos os caminhos se desimpedem! Em vez de ele pedir audiência com os anjos, são os anjos que pedem audiência com ele! Por isto, eis o conselho que lhe dou: teorize menos, e procure servir mais! O mundo é um caldeirão que ainda vai continuar fervendo durante muito tempo… É possível que você vá desencarnar e tornar a reencarnar, nele encontrando amanhã quase tudo como está agora. De uma encarnação a outra, o espírito melhora muito pouco… A evolução, para quem não se conscientiza, acontece quase que a passo de lesma – dessas que deixam o seu rastro gosmento no chão! Não creia ser diferente. Não estou querendo desanimar a quem seja, mas, se você se interessa pela Verdade, ei-la aqui de maneira nua e crua. “Nosso Lar”, a colônia espiritual que muita gente na Terra almeja habitar, tem muito mais católicos, protestantes, umbandistas, e até mais ateus, do que espíritas… Não, não se creia o suprassumo, porque você não o é! Como é que eu posso dizer isto?! Ser espírita é só acréscimo de responsabilidade espiritual – nada mais do que isto. O que nós já sabemos é mais que suficiente para que, pelos nossos erros, a nossa consciência nos penitencie por muitas e muitas encarnações. Conheço muita gente que não quer saber o que a gente sabe só para não ter que responder pelo que respondemos, ou responderemos. Deixe, pois, de professar o Espiritismo como quem joga em um clube de futebol, ou um partido político. Enquanto é tempo, pare de fazer “guerra santa” – contra os outros, e contra os próprios companheiros que você considera equivocados! Guardião da Doutrina, você?! Ora! Aceite os meus pêsames… Cuide-se, porque a morte já vem chegando, e ela é uma locomotiva, que, para atropelá-lo, não pedirá licença! INÁCIO FERREIRA, Uberaba-MG, 22 de Julho de 2013.